segunda-feira, 16 de maio de 2016

O Falhanço do Movimento #NeverTrump (Parte 1)


A aceitação total de Trump pelo partido e movimento conservador nunca se afigurou fácil ou mesmo exequível, não tendo o candidato nomeado problemas em o admitir.



Inicialmente olhada com desconfiança e desprezo, a campanha do Trumpinator ”     foi vista depois como uma piada, distracção, fenómeno efémero ou, finalmente, como um voto de protesto de alguns sectores mais desalinhados da população, que seria a tempo incorporada na campanha do eventual vencedor (de preferência, Jeb Bush ou Marco Rubio).

Ora, acontece que, como na eleição de Ronald Reagan em 1980, os eleitores não seguiram a escolha das “elites” partidárias e, agora, terão de ser estas a adaptar-se à vontade popular. 



Tal, à partida, seria uma escolha óbvia, como ditam os factos e o bom senso.

Senão vejamos:

a. Donald Trump, superando todas as expectativas, bateu claramente todos os seus 16 (!) adversários primários, no que era considerado o grupo de candidatos mais capaz e mais forte de sempre, em termos de quantidade, elegibilidade ou currículo politico.

b. O candidato republicano não só ganhou em termos de delegados, como, esmagadoramente, em numero de votos, superando Ted Cruz, o seu adversário mais directo, em praticamente 4 milhões de votos.



c. Mesmo com a concorrência inusitada de 16 adversários , Donald Trump irá ser o nomeado republicano mais votado da história das primárias republicanas; o candidato venceu em todos os grupos etários, com eleitores ricos e pobres, com e sem grau universitário, evangélicos e liberais, e, também, em estados de todas as regiões dos EUA.

d. Donald Trump tem os apoiantes mais fiéis de que há memoria. Mesmo as candidaturas de Reagan ou Barry Goldwater (para relembrar os candidatos republicanos com fãs mais fiéis nos últimos 50 anos), não tiveram o mesmo nível de apoio e intensidade de apoio, como demonstram as exit polls ou     os estadios que Trump enche por onde quer que discurse. Ainda mais importante, é também  o candidato com mais apoio entre independentes, eleitores democratas e eleitores que nunca votaram.

e. Trump é o nomeado republicano porque seguiu o processo democrático eleitoral acordado pelo próprio partido. Mais, Donald Trump , como todos os candidatos,compremeteu-se por escrito a apoiar o vencedor das primárias, qualquer que este seja.

f. Como em todos os ciclos eleitorais, após renhidas e duras primárias, em que diferenças politicas e questões de carácter são debatidas ate se encontrar vencedor, as campanhas perdedoras unem-se em torno do vencedor, com vista bater o inimigo maior: o candidato do Partido Democrata. Depois de 8 anos de um dos piores presidentes da historia, o candidato democrata é HillaryClinton , o que significa um continuar de muitas politicas iniciadas pela Administração Obama que acentuaram os processes da actual decadência social, económica, militar cultural: nomeação de juízes activistas para o Supremo Tribunal de Justiça, continuação de politica de open borders e aumento da imigração ilegal ou continuação de politica de apaziguamento com os inimigos externos e extremismo islâmico, para citar alguns exemplos.



Ora, um conjunto de figuras proeminentes de certos meios intelectuais e políticos dentro do GOP continuam contra Trump: ao contrário do povo americano que elegeu Trump, não o apoiam publicamente; outros dizem que nunca votarão nele, posto que votarão em Hillary Clinton ou num terceiro candidato contra Hillary e Trump .



Quem são estas figuras e o que os motiva nesta senda odiosa contra o candidato do seu partido de sempre?

Para simplificar, veremos as 3 principais razoes dadas para não votar em Trump dadas pelos seus mais mediáticos representantes:

1. Os que afirmam que Trump não e um conservador: Speaker Paul Ryan, Governador Mitt Romney, Senador Ben Sasse, Glen Beck (Blaze), Erick Erickson (RedState ) Karl Rove e Ben Shapiro (ex Breitbart).

2. Grupo dos que afirmam que Trump não tem o temperamento para ser Presidente: Senador Lindsey Graham , Irmaos Koch, Charles krauthammer (FoxNews ) e Governador Jeb Bush .

3. Neoconservadores e internacionalistas republicanos: Bill Kristol (National Review), John Podhoretz (New York Post) e Robert Kagan.



Desmontemos as acusações acima lançadas sobre o candidato republicano e as razoes fundas das mesmas. 


1. “Trump não e conservador”: 

• Não nos iludamos, Trump não é um candidato conservador “puro”, ao estilo de um Ted Cruz, que teoricamente (como tudo que Cruz e...) risca muitos dos pontos de um moderno republicano que se diz tradicional. 

• Trump não é o conservador acima descrito, como não o foram ou são Mitt Romey, Paul Ryan e a esmagadora dos políticos republicanos que apoiam expansão dos serviços de saúde públicos obrigatórios, passagem de orçamentos públicos não balanceados ou o Estado dar dinheiros públicos a grandes grupos financeiros, como tem sido apanágio do GOP e da sua elite governativa e intelectual nas ultimas décadas, apesar de todas as campanhas eleitoras em contrário.

• Trump defende a aplicação da política fronteiriça e de imigração, o combate ao extremismo terrorista como ameaça à segurança nacional, defende a Segunda Emenda, acredita numa política de America First dentro de casa como em política externa, nomeação de juízes conservadores para o Supremo Tribunal de Justiça e acabar com Obamacare – haverá mais conservador que isto?

2. “Trump nao tem o temperamento para ser Presidente”: 

• Donald Trump não e um candidato usual de um grande partido: não fez a sua carreira e fortuna na política, não é um politíco profissional, com dezenas de consultantes que lhe explicam o que dizer e como falar, não segue os ditames do politicamente correcto e tem o dom para dizer o que a maioria pensa: e isso é uma das razoes do seu sucesso! 

• Ao contrario de políticos profissionais, Donald Trump teve grande sucesso na sua vida privada: construiu um império bilionário que cobre varias industrias e é há décadas uma das figuras mais reconhecidas nos EUA, empregador de dezenas de milhares de trabalhadores, autor de inúmeras publicações best-seller, estrela de televisão por direito próprio e pai de uma família alargada extremamente fiel e apoiante desta sua nova missão. 



• Trump conseguiu chegar ao topo numa das indústrias mais competitivas do mundo – a da construção em Manhattan – demonstrando durante toda a sua vida uma tenacidade sem limites, consegue traduzir a sua grande ambição em grandes projectos de sucesso, com ética de trabalho sem limites e faz por empregar, manter e liderar fieis trabalhadores e gestores para pôr os seus planos em prática. 

• Toda a vida, Donald Trump teve que lidar e negociar com competidores muito agressivos no seu ramo, grandes instituições de crédito, políticos, governadores, senadores e líderes mundiais – com uma taxa de sucesso invejável, como se vê pelo império que construiu e manteve. 

• Parece que hoje em dia ter o “carácter”correcto é ser politicamente correcto, comedido e ler muito bem discursos, como a maioria dos políticos modernos, que tornaram a política numa profissão e os cargos que ocupam num modo de vida e sustento.

• A cada dia, o mundo actual torna-se um local mais perigoso, enfrentando os EUA grandes desafios à  sua condição de potencia económica e militar; o eleitorado americano quer mudança e, principalmente, pretende que muitos dos problemas do pais que parecem endémicos (invasões militares sem fim, défice publico sem controlo, combate ao terrorismo, insegurança, etc.) sejam lidados por alguém com reais capacidades de liderança e com a coragem e o carácter para mudar o estado de lassidão e corrupção que grassa na classe politica moderna.




3. “Trump vai mudar a politica externa americana”: 

• Única parte do movimento #NeverTrump que tem razão de existir e que é o próprio candidato a reconhecer. 

• O maior choque do com as propostas de Trump é precisamente com a politica internacionalista seguida por todos os presidentes americanos nas últimas décadas, especialmente desde Bush 41, e que, baseada em princípios Wilsonianos, defende a expansão do poderio militar americano no Mundo e a implementação de democracias por via militar, em locais considerados vitais aos “interesses” americanos. 

• A politica acima, que teve na facção neoconservadora da Administrarão de George W. Bush o seu expoente máximo, é claramente repudiada por Trump, que, inclusivé, se mostrou contra as recentes excursões dos EUA no Iraque e Afeganistão, com o acordo da maioria do eleitorado republicano e democrata.


• Os neoconservadores republicanos e os wilsonianos democratas encontrarão em Hillary Clinton uma candidata em que podem contar para seguir as administrações Clinton, Bush 41 e 43 e Obama, quanto a politica externa. Trump é a opção dos realistas, que acreditam numa politica externa comedida que, mantendo forte poderio militar e que combate decisivamente as ameaças à segurança dos EUA, como Al Quaeda e ISIS, não apregoa o emprego do poderio militar americano pelo Mundo com outros fins que não sejam a neutralização de ameaças claras ao território americano.

(continua em post posterior) 


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Trump é o Claro Favorito!


Nao é gralha: Donald J. Trump é o grande favorito a ganhar as próximas eleições e a tornar-se o 45 Presidente dos EUA!

Esta semana saíram 2 noticias que só confirmam esta certeza e que seguramente deixam a campanha de Crooked Hillary Clinton petrificada:


Analizemos os outros vectores que vão fazer desta eleição um evento histórico na politica Americana e mundial:

a. O que poucos analistas admitem dizer mas é realidade pura: Hillary Clinton é das piores politicas de retalho nos EUA, sem carisma algum e com pouco ou nenhum apelo pessoal para a maioria dos votantes, incluindo Democratas.

b. Num ano em que o eleitorado Americano está contra toda a classe politica,Donald Trump, um homem de negócios, que representa a revolta do cidadão comum contra a “politics as usual”, enfrente uma figura corrupta, carreirista profissional e parte de uma dinastia politica
(isto só é controverso para os que querem negar a realidade e mesmo grande parte dos eleitores tradicionais democratas reconhece isto, mas vota em Clinton já que ela representa a melhor hipótese de avançar causas queridas da esquerda).



c. Apesar da alta taxa de impopularidade que Trump tem junto do eleitorado, esta é quase igualada pela de Hillary Clinton . Nos próximos meses, à medida que o eleitorado geral se habitue a uma Presidencia Trump e o reconheçam como viável alternativa a Hillary, os seus números tenderão a melhorar; Hillary Clinton muito dificilmente conseguira melhorar os seus: figura politica há muitos anos, fraca comunicadora e sem o famoso charme do marido, não irá surpreender nesta altura do jogo.


d. Donald Trump não é o típico candidato conservador e em muitos assuntos toma posições que foram recentemente apoderadas pelos democratas (critica a influencia a Wall Street, segurança social, impostos, deslocalização de postos de trabalhos e capitais Americanos), o que terá muito apelo com tradicionais votantes democratas. Hillary já toma, e terá de o fazer ainda mais, posições de extrema esquerda para segurar algum do eleitorado Sanders, o que não vai apelar aos chamados “moderados”. Mais, as suas incursões  junto do eleitorado republicano serão principalmente com o grupo neo-conservador e com o eleitorado que teme que Trump deixe de seguir uma politica externa internacionalista e intervencionista – curiosamente, são  politicas profundamente impopulares com o eleitorado geral e que só lhe trarão mais desconfiança da base do seu partido.


e. Trump representa a mudança e é o candidato na eleição geral que vai aparecer como o outsider contra o actual sistema politico corrupto, controlado pelos interesses especiais; Hillary é a candidata do sistema e representa, para o bem e para o mal, a continuação das politicas de Barack Obama – há a tendência histórica natural do eleitorado escolher mudança ao fim de 2 mandatos seguidos de um partido. 



f. Trump tem a mensagem mais clara da campanha: pouca gente, nem a candidata muitas vezes, consegue explicar a razão da candidatura de Hillary Clinton; não é de admirar que ela apele tanto ao facto de ser mulher e se apresente como alternativa a ter um republicano na Casa Branca. Trump, pelo contrario, com uma mensagem optimista e populista, quer trazer empregos de volta, cortar o défice, aumentar o poderio militar Americano e unir o Pais em volta de valores positivos de patriotismo e orgulho em ser Americano.



g. Os votantes Trump são muito mais entusiásticos quanto a campanha do seu candidato, enquanto os votantes de Hillary nao têm o mesmo apego à candidata (geralmente votantes tradicionais democratas, que recordam com saudade a governação do seu marido, sem grande fidelidade para com a candidata); note-se que Trump é o rock-star do Partido Republicano, enquanto Bernie Sanders cumpre esse papel do lado Democrata, onde enche estádios e bate recordes de pequenas doações individuais.


h. Trump, com a sua personalidade mediática, capacidade de liderança e entendimento da comunicação de massas moderna, vai marcar a agenda politica até à eleição; a campanha vai versar essencialmente sobre a imigração, o perigo do terrorismo islâmico para a segurança nacioanal, como WalStreet controla a economia e a perda de postos de trabalho para o estrangeiro. 



Hillary bem vai tentar mudar a atenção para os pseudo escândalos de “racismo” e “misoginia” do seu adversário, mas, numa altura de crise nos EUA, em que a maioria dos eleitores percepciona o país em crise e declínio, aqueles terão mais peso e os últimos serão vistos como mais uma táctica de campanha do que um problema real, empregados por uma política profissional. Para rebater estes ataques, Donald Trump já contra-ataca como mais ninguém faria, trazendo de volta os escândalos da candidata (tantos por onde escolher, desde Benghazi, à fundação Clinton, passando pela actual investigacao do FBI sobre Hillary, até aos escândalos sexuais de Bill, do qual Hillary foi conivente).




Enquanto os analistas do sistema vão continuar a tentar explicar esta eleição como renhida, a verdade é que esta pende claramente para Donald Trump e poderemos mesmo estar em curso para uma vitoria histórica, em que o candidato republicano     garante perto de 40 estados a nível nacional.

Mais tarde iremos fazer uma analise estado a estado e mostrar como irá parecer o mapa eleitoral em Novembro próximo.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Trump e as mulheres


Clinton tem estado a testar o seu tom eleitoral para a campanha de Novembro e parece que vai continuar a apostar no seu maior, e
quiçá, único trunfo: a possibilidade de tornar-se a primeira mulher Presidente. Esta opção só ganhou peso com a confirmação de Donald Trump como virtual nomeado republicano.


A imprensa e os inimigos políticos de Donald J. Trump têm  interesse na perpetuação da caricatura dele como desrespeitoso para com o sexo feminino e pretendem que tal desfiguração continue até Novembro, para que o eleitorado feminino vote em Hillary em esmagadora maioria.


Primeiro ponto a notar
é que Donald Trump nunca demonstrou qualquer animus contra o sexo feminino . Sendo esta opinião controversa para muitas pessoas, passo a explicar as razões:

1. Trump contra-ataca todos os que o põe em causa de igual maneira. Quem poderá esquecer os momentos memoráveis da campanha em que Donald Trump não teve problemas em apodar alguns dos seus adversários com variados nomes, questionando inclusive a sua constitui
ção física e mental? Temos a certeza que “Littl ’ Marco”, “Lying’ Ted ” ou “Low Energy Bush” ainda não se esqueceram.


2. Donald Trump só se tornou politico há nem 1 ano. Com mais de 40 anos sob as luzes da ribalta, este empresário de extraordinário sucesso criou uma personagem pública própria e peculiar própria  para consume de massas, com vista a aumentar o seu estatuto junto do grande publico. Durante estas décadas fez milhares de entrevistas e aparições publicas que não são tradicionais para um político professional; é extremamente injusto ir buscar comentários feitos há décadas  neste contexto, com vista a atacá-lo, para provar como ele “não respeita mulheres”.


3. O caso mais badalado nesta campanha 
é a rivalidade entre Trump e a jornalista da Fox News Megyn Kelly . A razão para a insatisfação de Trump com a jornalista é simples: na primeira pergunta do primeiro debate republicano, a jornalista, numa acção barata para garantir audiências e se inserir na ribalta, trouxe de volta, fora do contexto, frases ditas pelo candidato décadas atrás.  Julgar Trump por atacar o mau trabalho da jornalista, para garantir que a sua campanha não seja julgada por perguntas tendenciosas, é fazer-se de inocente e não perceber como os media podem facilmente conduzir a opinião publica e muitas vezes decidir eleições, Mais, acusá-lo de ser sexista por tal, só porque a jornalista é do sexo feminino, é o cumulo da ma fé!


4. Vivemos em tempos extremos de luta cultural, em que a esquerda faz avançar a sua agenda não só no campo politico mas, sobretudo, no campo cultural. A ditadura do politicamente correcto , a criação de “safe spaces” nas universidades americanas ou a tentativa de evitar “micro-agressions” causadas pelo discurso, são só exemplos de estratégias de domínio do discurso aceitável e que claramente balanceiam os limitets do discurso para o lado da esquerda. Neste ambiente, um insulto ou ataque politico a uma pessoa terá peso maior ou menor, consoante, por exemplo, o alvo do ataque
é uma mulher ou homem, respectivamente. Infelizmente, a maior parte dos actores públicos e fazedores de opinião estão reféns deste jugo discursivo e ,consciente ou inconscientemente , contribuem para a sua perpetuação .

Finalmente, temos de entender a razão funda de Hillary usar e abusar deste tema na campanha, que
é o que esta a acontecer, por muito que ela e os seus acólitos neguem.

Hillary não se pode descolar, por muito desgoste, de Barack Obama e dos seus 2 mandatos na presidência. Ora, uma campanha para o terceiro mandato da presidência Obama está muito longe de lhe garantir a vitoria em Novembro: por um lado, existe o
cansaço natural do eleitorado depois de 8 anos de governação de um partido; por outro, a presidência de Obama é marcada por grandes controvérsias em áreas de politica externa e interna, que são anátema tanto para republicanos como para muitos votantes tradicionais democratas.


Hillary Clinton também não pode fazer bandeira do seu passado politico/governativo, já que este não é nada abonatório: 

1. Falhou rotundamente a reforma da saúde na década de 90 como First Lady na era Clinton ; 
2. Irrelevante como Senadora por Nova Iorque, sem legislação de peso passado, onde apoiou inclusive as invasões falhados no Iraque e Afeganistão ; 
3. Foi uma das piores Secretarias de Estados que há memoria:
a. reset falhado nas relações com a Russia , 
b. desastres estratégicos no Médio Oriente,
c. negligencia grave na invasão a embaixada em Benghzi , 
d. culminando no caso criminoso, pelo qual continua sob investigação do FBI, por por em perigo segredos de estado enquanto representante máximo do Departamento de Estado.

Com um currículo destes, o que vai Clinto fazer? Com todo o descaramento, acusa Donald Trump de sexism, faz questão de lembrar a toda a hora que é uma mulher e que tem a hipótese de fazer historia se as mulheres dos EUA a elegeram como a primeira Presidente dos EUA.



No partido Democrata, esta estratégia assenta como uma luva, já que continua a batida estratégia de segregar a população Americana por sexo, raça , salário e preferências sexuais, prometendo algo a cada bloco dito minorit
ário para ajudá-los na respective luta por emancipação …

E vão ainda mais longe: quando Trump acusa Hilary de só ter este trunfo para jogar, de que
é Trump acusado? Ora claro, de sexismo!

Deixo em baixo um dos primeiros vídeos de campanha de Hillary Clinton, já com mais de 1 ano, para tirarem as devidas conclusões …




segunda-feira, 9 de maio de 2016

Trump No Seu Melhor - Recap dos Shows de Domingo



O que vem sendo demonstrado desde o início da campanha é que Donald J. Trump é muito simplesmente um génio politico, estratégico e exímia figura mediática.

O acima só muito lentamente vai sendo reconhecido pelas "figuras de referência" do comentariado e inteligenttia americanos e europeus. A razão é simples: Donald Trump representa a negação de todos os pseudo-modelos que esses senhores nos tem vindo impingir para explicar o fenomeno político democrático moderno e o comportamento do eleitorado, Custe ou não a admitir, a maioria derivados de modelos de analise de inspiração marxista (posteriormente terei oportunidade de explanar este parágrafo).



Mas não divaguemos. Os habituais shows de Domingo de politica nos principais canais televisivos americanos (Fox , NBC , ABC e CBS ) são dos locais favoritos de Trump para marcar a agenda política, controlar o debate e ditar o tom da campanha – tanto repubicana como democrata...

Como foi notícia durante a semana passada, o Speaker Paul Ryan , líder dos Republicanos no Congresso e Chairman da Convenção Republicana a realizar em Julho, decidiu não apoiar, para já, o único candidato republicano na corrida da nomeação do partido (erro de tal acto é explicado aqui).

O que faz Trump este Domingo?

Entra Paul Manafort , o homem do chamado establishment que Trump trouxe para a campanha e que, tendo sido inicialmente responsável pela angariação de delegados em caso de uma convenção disputada, funciona como o ponto de contacto da Campanha com a liderança republicana, a nível nacional e estadual, e é o porta voz informal de Trump com a mesma.

Paul Manafort, na entrevista concedida a Chris Wallace , não ataca o Speaker uma única vez, acentua o tom concilidador e de unidade, quase diz compreender as razões da nega de apoio de Paul Ryan e diz que todos têm como objectivo comum a união do partido Republicano para vencer a eleição geral. Note-se que sempre que Chris Wallace tentou atiçar Manfort contra Trump, este fugiu à questão, acentuando o registo de contenção e de optimismo numa breve reconciliaçao.



Na mesma hora que Manafort fala, a campanha Trump põe Sarah Palin no State of the Union da CNN, a falar com Jake Tapper sobre o mesmo assunto.

Os especialistas do costume, seguindo bem o bater do bombo dos democratas e da esquerda cá do burgo, fazem ponto em minimizar sempre Sarah Palin, ao ponto do insulto;  “não é mais uma prova da boçalidade do Donald Trump ter pedido e conseguido o apoio de Palin antes das eleições primárias”?!

Trump reconheceu há muito (a aliança politica informal de ambos data há mais de 4 anos) que Palin não é só uma conduta do voto conservador e Tea Party, como é das poucas figuras de proa a nível nacional, cuja reputação (quase) intacta junto desse eleitorado, que influencia corridas a nível estadual (governação do estado a vários níveis e, acima de tudo, para o Senado e Câmara dos Representantes).

O apoio desta senhora é dos mais desejados pelos candidatos republicanos, sejam conservadores ou moderados, já que o mesmo pode representar a diferença entre vitoria e derrota.

Nao esquecer que Palin, apesar de ter apoiado Donald Trump, fala a  título individual e não tem qualquer papel formal na campanha, ao contrario de, por exemplo Ben Carson e Chris Christie. 

Nao sejamos ingénuos: tudo o que ela diz publicamente é previamente acordado com a campanha, o mais provável com Donald Trump directamente.

E o que vem a senhora dizer exactamente? Muito simples: faz uma declaraçao de guerra! Paul Ryan é um candidato com a corda na garganta e que vai perder as eleições primarias em Agosto do seu lugar no Congresso para Paul Nehlen, o declarado pretendente ao cargo

Palin declarou o seu apoio claro a Nehlan e diz com todos os dentes que o Líder Republicano ainda não entendeu a frustração do eleitorado e que vai pagar caro a audácia de não apoiar Trump com a perda do cargo de Speaker, por via da derrota primaria, e a respectiva carreira poítica.



Trump, de facto, não facilita e, como tem vindo a ser seu apanágio, a resposta a quem o afronta e brutal e decisiva: Paul Ryan, esta a ser pintado como o líder elitista que não respeita a vontade democrática; tendo já um forte opositor contra si apoiado pelo Tea Party e Palin, corre o risco de ter ainda por cima o candidato republicano a presidência a apoiar o seu opositor, e quiçá a fazer campanha contra si no Wiscosin, o que seria desastroso para o Speaker.

A ultima ameaça é sub-entendida e é vinculada por um elemento não oficial da campanha. Nao seria de admirar que Trump de distancie esta semana "formalmente" desta declaraçao de Palin…

Quando se espera que Trump e Ryan se reúnam esta semana para discutir uma plataforma de entendimento, Trump faz questão de encostar o Speaker contra as cordas e de lhe por pressão total com vista a fazer este ceder o máximo possível num previsivel acordo entre ambos.

Na mesma altura, estava Trump a ser entrevistado na NBC a CBS, e disse, entre outras coisas:
1.         Ele é o líder de facto do partido.
2.         Ele mereceu essa designação por massival vantagem eleitoral.
3.         O partido republicano é uma tenda muito grande, cujas diferentes sensibilidades, moderadas, centristas e conservadoras tem lugar.
4.         Apesar de apreciar o possível apoio do Speaker, este não é fundamental para a sua vitoria em Novembro…



Trump continua a apostar num registo próprio à sua imagem e carácter: não cede a sua posição em circunstancia alguma, sobretudo publicamente, não aceita ganhos parciais, sem medo de quebrar com a ortodoxia politica e nunca hesita em partir para o ataque, mesmo em circunstancias que parecem desfavoráveis ou nao heterodoxas.
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Outro candidato republicano ou democrata actual faria isto?


sábado, 7 de maio de 2016

Família Trump - exemplo!

                       

Donald Trump é, alem do mais, avô babado de 8 netos (5 do filho Donald Jr, e 3 mais de Ivanka ).

Contra os rumores falsos muitas vezes espalhados, Donald Trump mantém relação muito cordial com as suas ex-mulheres. Como exemplo, Ivana Trump fez acelebração do seu segundo casamento no Hotel de Trump em Mar-a-Lago
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Este video mostra um lado mais pessoal e familiar do futuro Presidente Americano, um bom contraste com a dureza mostrado durante as primárias republicanas.

Numa eleição geral que promove ser das mais violentas de sempre (se não a mais!) em termos de ataques pessoais, a família Trump é um trunfo fundamental para convencer eleitores indecisos quanto ao verdadeiro carácter do The Donald ”, pelo que é de esperar muitas mais aparições da mulher e respectivos filhos nos meses que se avizinham.